Comunidades indígenas Sateré Mawé
    O Povo Sateré Mawé ainda preserva suas antigas tradições como é o caso do "Ritual da Tucandeira" realizado no Distrito de Ponta Alegre e Molongotuba    
         
    O povo Maués
 
Maués, ou Mawés, é uma tribo indígena também conhecida por Maooz, Mabué, Mangués, Manguês, Jaquezes, Maguases, Mahués, Magnués, Mauris, Maraguá, Mahué, Magueses, Sateré-Mawé. Falam a língua Mawé, integrante única da família lingüística de mesmo nome, pretencente ao Tronco tupi.

Nós somos como um Pássaro no Mundo”, palavras de um índio Mawé (PEREIRA, 1954).
Indío Sateré Mawé com
sua companheira, em
típica embarcação
feita de tronco de
madeira, comum em
rios da Amazônia
 
         
    A origem
 
Atribuem a sua origem ao cadáver (Icançoque) do filho de Onhiámnuaçabê, plantadora e conservadora do Noçoquém. Depois da tribo dos Tapajós, tornou-se a mais numerosa naquela região de confluência do rio Tapajós. Teve como principal inimigo a tribo Mundurucus, e vizinhos os Apiacás, os Kawahib-Parintintins, Andirazes e os Muras.
 
   
    Seus costumes
 

Os Jesuítas chegaram na região em 1659, com a fundação da Missão de Tupinambarana, fazendo cessar o comportamento dos Maués com os restos mortais de seus pares, que consistia na defumação do cadáver, mumificando-os, e uso de urnas funerárias, casas especiais, na companhia de ídolos de pedra.

A puberdade das suas mulheres e homens eram acontecimentos marcados com rituais de extremo valor na comunidade. Os homens eram submetidos à prova das formigas tocandira (Tucandeira).

Os Maués mantinham um amplo comércio de guaraná, de objetos e ornatos de plumas. Por seu vasto e estabelecido comércio do guaraná estão no célebre mapa de P. Samuel Fritz, em 1691, bastante conhecido dos viajantes descidos do [[|Rio Madeira|Alto Madeira]] e do Alto Arinos.

Eram sedentários e de ânimo pacífico, valentes, corajosos, destemidos e vingativos. E defendiam a cultura pré-colombiana, que tinha como fundamento o guaraná, vínculo a terra pela agricultura, onde teve sua origem mítica, na teimosa atitude de Uaçiri-Pot, o grande legislador da tribo.

A resignação e a audácia são características marcantes dessa tribo, tida por descendeste dos Incas, descida do Altiplano Andino, já que apegada ao uso do paricá Mimosa acacioides, cultivando-o.

Em 1626 fora feito um reconhecimento do rio Tapajós e registrou-se mais de 35.000 índios, na Mundurucânia.

Os Maués não utilizam a língua do peixe pirarucu para, por atrito, obter o pó fino do guaraná, mas sim uma pedra, de grão fino, abundante no rio Andirá.

         
    Civilização
  Os Maués jamais se afeiçoaram aos portugueses.

Comandaram às suas mulheres que não aprendessem a língua lusa.
Tendo-se por principal prova dessa resistência (acomodação inteligente) o seguinte documento primário de fonte histórica, qual seja a Carta Instrutiva que aos Diretores das Capitanias do Pará e Rio Negro, datada de 03 de outubro de 1769, mandou o Governador Fernando da Costa de Ataíde Teive, nesses resumidos termos:

"Ao cabo da canoa dará V. Mcê ordens em meu nome no acto da partida pa. o Sertão, de não entrar em rio aonde conste qe. se poderá encontrar com Índios da Nação Manguês, porq. tendo mostrado a experiência que esses miseráveis homens resistem as praticas que se lhe fizer, para caírem das trevas do paganismo, pela introdução das ferramentas, e outros gêneros que vão comerciar com elles; he necessário reduzi-los a necessidade, para delles tiremos os fructos de os descer, quando se virem preconizados, o q. ha de certamente vir a succeder, vendose destituídos do socorro que lhe aqui inconsideradamente lhes tem levado..."

Noutro momento histórico foram tidos, inexplicavelmente, contra a Cabanagem, em 1835.
E no começo do Século XX, fomentados pelas expedições dos seringueiros de Itaituba, aderiram e colaboraram, irrestritamente, com as forças militares do Estado do Amazonas, em 1916, no conflito armado travado contra o Estado do Pará, por conta de velha questão de limites entre essas duas unidades da Federação.
         
    Lendas e tradições
    Origem da Noite.
História da Pedra ou da Aliança entre os Maués.
A criação do Mundo.
Lenda do Timbó.
Lenda da Primeira Água.
História da Mandioca.
História da Mucura e do Acurau.
Origem dos Bichos.
História do Guaraná.
         
    Vocabulário
   

Maués

Português

Boró
Rekáa
U-amdén
Marrêt
Miú
Iámani
Curó
Burú
Curim
Uát
Aát
Icáp
Icang
Roni-há
Uaco
Uaco sesé

Bom dia
Boa tarde
Boa noite
Cachaça
Comida
Chuva
Brigar
Grande
Pequeno
Sol
Lua
Gordo
Magro
Homem
Bom
Bom demais

         
    Dia do Índio
    O Dia do Índio, 19 de abril, foi criado pelo presidente Getúlio Vargas através do decreto-lei 5540 de 1943, e relembra o dia, em 1940, no qual várias lideranças indígenas do continente resolveram participar do Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, realizado no México. Eles haviam boicotado os dias iniciais do evento, temendo que suas reivindicações não fossem ouvidas pelos "homens brancos".
         
    Pesquisa efetuada na Wikipédia, a enciclopédia livre. www.wikipédia.com.br    
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