Baeturismo> Área indígena Sateré Mawé | Matéria publicada por: Alexandre Tyson | Fotos Alexandre Tyson  
Curta Baeturismo
 
 
GUIAS
:: Distritos
 
:: Comunidades
 
:: Hotéis
 
:: Restaurantes
 
:: Bares
 
:: Comércios
 
:: Saúde
 
 

Caçadores indígenas Sateré Mawé vão à procura de pedra em forma de pirâmide e de cor dourada

 
   
Local onde montaram acampamento chamado de Barraca
do Pimenta

(Veja mais fotos no final da matéria)
 
   

Seis caçadores da etnia Sateré Mawé depois de ouvir muitas histórias de que há riquezas no meio da selva contadas por antigos mateiros da tribo e também de ouvir recentemente dos caçadores de nome Sory e Salém que encontraram um local onde há uma pedra muito bonita em formato de pirâmide e de cor dourada, resolveram fazer uma expedição para encontrar a tal pedra.

Quem conta a aventura é o descendente do povo Sateré Mawé Alexandre Tyson que cursa faculdade em Manaus e nas férias volta ao convívio dos seus irmãos.

Alexandre começa a relatar... “A aventura começa no Município de Barreirinha, onde sempre fico quando vou de férias das minhas aulas em Manaus, pegamos um barco de pequeno porte, por que para curtir e viver as aventuras tem que ser de barco pequeno e que ande lentamente para apreciarmos as lindas paisagens que esse município nos oferece.

Saímos de Barreirinha com uma viagem aproximadamente de 5 horas curtindo as lindas paisagens, depois da longa viagem pelo rio Andirá chegamos à comunidade indígena de Ponta Alegre, nos organizamos para que pudéssemos sair pela manhã pro mato.

O dia amanheceu e saímos levando apenas espingardas, rede, sal e farinha que não pode faltar, pois o alimento complementar tiraríamos da selva.

Começamos a seguir pela picada, (“caminhos dos caçadores”), pois para chegar na Barraca seriam mais ou menos 4 horas de caminhada sem parar mata a dentro.

Caminhamos e Caminhamos...

Após passar por 3 igarapés, chegamos ao destino de nos aconchegar, a Barraca onde íamos passar a noite, chamada de Barraca do Pimenta, próximo do leito do igarapé de Waicurapa, batizado por esse nome pelo Senhor Teotônio (o Papa) e Zé Carvalho ambos já falecidos que Tupana (Deus indígena) os tenha.

Arrumamos-nos, ajeitamos a palha da barraca, fizemos fogo e atamos nossas redes, nos dividimos e fomos caçar alimentos para jantarmos, não demorou muito uns tiraram Açaí e outros abateram uma Cotia e um macaco Guariba.

Anoiteceu e fizemos nossa janta, partes de Guariba só na água e sal, nossa por sinal uma iguaria muito saborosa.

Após a janta, veio as histórias de caçador, verdades e mitos... Risos... Onde contaram que já viram o Juma (Pé Grande), Curupira, Mapinguari e onças enormes, mas o que vimos realmente foi onças e muitos mistérios da natureza.

Após isso todos ficaram em silencio esperando o sono chegar sem fazer muito barulho e pegar logo no sono por causa das onças que rondavam o acampamento.

Amanheceu tomamos Açaí para podermos ir a nossa aventura atrás da pedra bonita, andamos um bom pedaço e encontramos um lago muito bonito e rico, com peixes, patos selvagens, jabutis d’água, jacarés e muitos Jejus (peixe regional da área indígena)... Continuamos nossa caminhada... Então avistamos o local onde os caçadores viram a pedra.

Mas quando chegamos finalmente ao local, a pedra não se encontrava no local... Mistérios... Sumiu... Ficamos um pouco frustrados, mas é assim mesmo o que é da natureza que fique com ela.

Não se sabe o que realmente aconteceu... Dizem certos historiadores Saterés que a natureza sempre mostra sua riqueza para alguns, mas quando se acha não se deve contar jamais a ninguém, é você mesmo que tem que retirar o seu tesouro, pois se você contar a natureza esconde a riqueza que lhe mostrou.

Essa foi uma aventura inesquecível nad matas da área indígena Sateré Mawé do Rio Andirá, ainda passamos dois dias no mato caçando e curtindo a natureza, pois raramente acontecem essas aventuras...” finalizou Tayson.

Participaram dessa excursão: Alexandre Tyson (relator), Jersey Ferreira (Tcheco) irmão, Caçadores e amigos: Anderson Sory, Xipitu, Pé Roxo e Salamiel.

O abrigo é extremamente desconfortável e frio
Lindo lago com grande quantidade de peixes no centro da mata
Foram dias de caminhada na mata selvagem
Um dos caçadores trazendo o almoço
Jabuti d'água esperando a hora de virar o almoço
Caçadores preparando Cotias para o jantar
O aventureiro Alexandre Tyson
 
       
   

a cidade | comércio | órgãos públicos | fauna | flora | festa popular | zona rural | área indígena | mapas


baeturismo © todos os direitos reservados

Criação: baeturism 2017

As matérias e fotos aqui publicadas podem ser reproduzidas desde que citada a fonte
As matérias assinadas não refletem necessariamente a opinião de baeturismo, sendo de responsabilidade de seus autores


'